As investigações da CPI da Saúde, na Câmara de vereadores de Campos, que apuram suspeitas de irregularidades na área de saúde durante o ex-governo municipal concluíram que pequenas empresas cuja existência era desconhecida, mas que passaram a auferir faturamento extraordinário em contratos com a Prefeitura. Algumas empresas foram constituídas recentemente e tem endereço fora do município. A CPI tem 180 dias para finalizar um relatório. .
Há constatação de falhas na recepção de mercadorias com empresas fornecedoras que podem ter entregue mercadorias em volume inferior ao que foi pago pela prefeitura. A principal linha de investigação é em cima de empresas suspeitas de vender, tirar nota e não entregar os medicamentos. Ex-secretários de saúde serão convocados, segundo o presidente dos trabalhos de investigação. (Leia mais abaixo)
Os vereadores que integram a CPI se preparam para encaminhar convites a ex-secretários de Saúde do governo anterior e representantes de empresas fornecedoras e prestadoras de serviço.
A CPI da Saúde tem como presidente o vereador Juninho Virgílio (Pros) e relator o edil Álvaro Oliveira (PSD), além de contar com a participação Leon Gomes (PDT), Pastor Marcos Elias (PSBC) e Marquinhos Bacellar (Solidariedade). Os vereadores que compõem a CPI tem feito reuniões todas as segundas-feiras pela manhã.
A CPI apura possíveis irregularidades em atos e contratos executados entre os anos de 2017 e 2020. com prazo de 90 dias, prorrogável por mais 90.
Juninho Virgílio pondera que a CPI não será uma “caça às bruxas e, sim, uma busca por informações, dentro da legalidade”, da Secretaria Municipal de Saúde.
“Só no último ano do governo passado foram gastos mais de R$ 800 milhões na Saúde. Nos quatro anos do governo Rafael Diniz, foram mais de R$ 2 bilhões gastos na Saúde. O objetivo da CPI é dar uma resposta à população, porque o resultado desses gastos não foi sentido pela população, não foi sentido ‘nas ruas’. Precisamos investigar aonde e como esses valores foram gastos e, havendo irregularidades, que o culpado pague por elas”, disse. (Leia mais abaixo)