
Boa noite aos presentes e, também, aos ausentes que gostaríamos que presentes estivessem.
Fácil é o discurso. Difícil foi o percurso daqueles que presidiram esta Fundação e não apenas olharam e analisaram o mapa, mas trilharam e esquadrinharam todo o território, já que o mapa não é o território.
Sabemos que só se torna real aquilo que conseguimos primeiramente imaginar. Donde, imaginem as imensas dificuldades que enfrentaram os primeiros ao partirem de uma ideia colocada pelo Dr. Almeida Gusmão, ao ter um vislumbre – grandioso e futurista – e lançar a ideia de criar uma Faculdade de Medicina em Campos – numa reunião histórica da Sociedade Fluminense de Medicina e Cirurgia, na década de 60 do século passado. E, imaginem o hercúleo esforço da comissão constituída para realizar esta tarefa! Coube à Fundação Benedito Pereira Nunes – que por sua vez foi instituída pela Sociedade Fluminense de Medicina e Cirurgia – assumir a tarefa – por ser uma entidade filantrópica – e doar o seu prédio – no qual estavam instalados o hospital infantil e a maternidade – para a sede da futura Faculdade de Medicina de Campos – sendo que o hospital e a maternidade foram transferidos para a Santa Casa de Misericórdia de Campos – outra entidade filantrópica – que foi construída e equipada com os recursos próprios do Senador José Carlos Pereira Pinto.
Quem nasce, vive. Quem vive, morre. Quem morre, fenece. Perguntamos: O que fica então? Desde o início dos tempos, fortes ou fracos, conquistadores ou conquistados, senhores ou escravos, intelectuais ou analfabetos, empreendedores ou acomodados, os que serviram e os que se serviram, ao chegarem ao fim da vida são sepultados em mausoléus ou valas rasas, dependendo não só do que foram em vida, mas também dos seus credos religiosos. Aí, paramos e refletimos: e perguntamos novamente: o que fica então? Ficam as obras e os registros dos seus feitos dignos que contribuíram para a melhoria e evolução da sua comunidade!
Viver e não contribuir, não faz sentido na minha concepção de vida e daqueles que presidiram esta Fundação. E não podemos olvidar dos seus companheiros de diretoria – que foram tão importantes quanto – em nome dos quais tenho a honra de agradecer a homenagem prestada, não só aos que partiram, mas, também, aos que ainda estão presentes. Disse um ilustre campista – Miguel Venâncio – nesta terra, quem foi e deixou de ser é como se nunca tivesse sido. Pois bem, senhoras e senhores, o Dr. Edilbert Pelegrini Nahan Júnior, o Dr. Luis Clóvis Parente Soares e a comissão organizadora deste evento – contrariaram o dito do Venâncio – ao reconhecerem o trabalho realizado e o valor dele para a comunidade de Campos dos Goytacazes – daqueles que presidiram a Fundação Benedito Pereira Nunes.
E nós, os homenageados ainda vivos – Nilson Guitton, Marcos Bruno, Jair Araújo Júnior, Almir Jesus Nascimento, Márcio Sidney de Souza Pessanha e eu, Makhoul Moussallem – queremos retribuir a quem está prestando esta homenagem, homenageando-os, desejando-lhes sucesso e que continuem a construção de um futuro mais brilhante ainda. Muito obrigado!
Reprodução - Artigo Publicado no Jornal Folha da Manhã