
A primeira audiência de instrução e julgamento na Justiça do caso Letycia Fonseca, grávida de 8 meses assassinada no último dia 2 de março, acontece nesta quinta-feira (18), no Fórum Juíza Maria Tereza Gusmão Andrade. A mãe da vítima, Cintia Fonseca, foi a primeira a falar na audiência. A Justiça também ouviu a delegada do caso, Natália Patrão, a médica que atendeu Letycia, policiais militares e uma amiga da vítima. A audiência foi presidida pelo juiz Adones Henrique Silva Ambrósio Vieira, da 1º Vara Criminal de Campos. Os acusados da morte são: O professor do IFF Diogo Viola de Nadai (mandante); Fabiano Conceição Silva (atirador); Dayson dos Santos (piloto da moto); Gabriel Machado Leite(intermediário). Diogo está em um presídio de Itaperuna. Já Fabiano e Dayson foram levados para o complexo penitenciário de Bangu. E Gabriel se encontra em prisão domiciliar.
A mãe da vítima falou a respeito do relacionamento da filha com Diogo e detalhou o comportamento do acusado nos momentos que antecederam o crime. Ela também falou sobre o socorro a própria filha, momento em que emocionou a todos os parentes que estavam presentes na audiência. (Leia mais abaixo)
Um policial militar que encontrou com Diogo no hospital no dia 2 de março, também foi ouvido.
Outras pessoas ainda serão ouvidas e por conta da quantidade de testemunhas, a audiência não tem hora para acabar.
Estavam presentes na audiência, o Ministério Público, os advogados de defesa e acusação e os quatro acusados do crime, que estão presos, além de familiares e amigos de Letycia.
Motivação - A delegada do caso, Natália Patrão, quando fez o pedido de prisão temporária dos acusados, se mostrou convencida de que o professor mantinha há oito anos dois relacionamentos amorosos, e resolveu optar por um deles, por isso teria mandado matar Letycia. Um dos relacionamentos era com Érica, também professora do IFF, a mulher com a qual era casado, e outro com a engenheira Letycia, com quem tinha uma convivência. (leia abaixo)
Diogo nega e mãe de Letycia revela rotina - A mãe de Letycia, Cintia Pessanha Peixoto, revelou ao Campos 24 Horas que Diogo se ausentava de casa com frequência por vários dias, sob a justificativa de que fazia viagens internacionais. Para a mãe, o professor já exibia, nos dias que antecederam o crime, sinais de quem planejava algo. (Leia abaixo) (Leia mais abaixo)
DUAS MULHERES POR 8 ANOS - Ao solicitar prisão temporária para o professor, a delegada Natália Patrão, afirma que “com a aproximação do nascimento do filho de Letycia com Diogo, “chegou um momento crucial” para que o professor decidisse o que fazer. De acordo com a delegada, Diogo decidiu matar uma das duas mulheres e optou por Letycia, “eliminando o seu grande problema”.
O CRIME - Letycia estava em seu carro com a mãe, em frente à casa de uma amiga, numa rua do Parque Aurora, quando dois homens numa moto se aproximaram e um deles dispararam contra ela, que chegou a ser atendida num hospital, mas não resistiu. Cíntia, mãe de Letycia, em desespero correu atrás da moto para alcançar os assassinos, mas recebeu um tiro na perna.