No primeiro embate aberto, Governo vence Oposição

A oposição de campos ao governo Rafael Diniz passou sufoco na sessão extraordinária com o tema do aumento salarial dos servidores públicos municipais.




Atualizado em 17/06/2019 19h07



A oposição de campos ao governo Rafael Diniz passou sufoco na sessão extraordinária com o tema do aumento salarial dos servidores públicos municipais. Com uma oratória qualificada e dados concisos, os secretários Filipe Quintanilha (Desenvolvimento Econômico) e André Oliveira (Gestão) mostraram aos servidores; aos vereadores e a todo público presente: a realidade financeira do município, as dívidas deixadas pelas gestões anteriores, a venda do futuro feita na gestão Rosinha Garotinho e dados de quantitativo de RPA’s e DAS do governo. Um governo que é tido como técnico, mostrou firmeza e capacidade no embate político.


O principal foco da base opositora ao governo foi o famoso “jogar pra galera”, elaborando frases de efeito e desviando o foco de perguntas objetivas para os secretários responderem. Importante destacar que os nobres vereadores leram seus discursos, não tiveram a capacidade de falar de forma clara e espontânea.

Os discursos foram vazios e as perguntas elaborada pelos nobres vereadores foram respondidas anteriormente na apresentação dos secretários. A oposição queria saber quantos RPA’s e quantos DAS existem no governo. Importante lembrar que isso está disponível no portal da transparência, onde todo cidadão campista pode ter acesso e conhecimento. Os principais assuntos e temas relevantes como a previ Campos, lei de responsabilidade fiscal e demais situações, não foram lembrados pela oposição.

O nobre vereador Eduardo Crespo cometeu a maior Gafe da sessão. Questionando um dado matemático da apresentação, chamando o Secretário Filipe Quintanilha de mentiroso, não conseguiu entender uma operação simples de matemática, uma confusão de arredondamento. O secretário respondeu que o valor era arredondado, uma operação simplista que qualquer pessoa que estudou minimamente deve saber. A confusão foi que 2,023 Bilhões, significa 2,02 Bilhões quando colocado em gráfico para uma apresentação. O secretário orientou que o nobre vereador envie um oficio para o tribunal de contas para conferir a informação.

O secretário André Oliveira (Gestão) em sua fala apontou que o vereador Eduardo Crespo pode ajudar a explicar o porque do não reajuste. No ano de 2003 no governo Arnaldo Viana, a empresa Cana Brava, pegou 10 milhões no FUNDECAM para pagar em 60 parcelas, pagando apenas 16 parcelas. Ficou devendo aos cofres públicos 7,2 milhões de reais ao município. O vereador Eduardo Crespo concedeu mais um empréstimo de 6 milhões a mesma empresa em 2011, quando era presidente do FUNDECAM, mesmo sem a empresa ter pagado a dívida anterior. Desses 6 milhões só foram pagas 2 parcelas.

A base opositora perdeu a oportunidade, nunca antes dada por outro governo, de debater as questões centrais dos Servidores públicos. A  oposição precisa se preparar um pouco melhor quando quiser ter um embate político com os secretários técnicos do governo do prefeito Rafael Diniz.