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Cresce cada vez mais os números de pessoas com transtornos mentais e de comportamento, assim como a quantidade de pessoas utilizando medicação controlada. Entenda nessa entrevista com a Dra Andressa Amaral, neuropsicopedagoga especialista em Medicina Tradicional Chinesa sobre uma linha alternativa complementar aos tratamentos já existentes na Medicina Ocidental.

Campos 24 Horas: O que é um tratamento pelo viés da Medicina Chinesa e na sua opinião qual o diferencial e as vantagens desta linha em comparação aos tratamentos tradicionais?

Dr. Andressa: Na medicina chinesa quando vamos tratar um paciente, olhamos aquele indivíduo como um todo. Eu não posso entender o paciente apenas pelos sintomas que ele me apresenta. Este é um  grande diferencial da Medicina Chinesa: nela buscamos entender as causas e os fatores associados que levam a essa patologia. Por exemplo, investigamos como está o sono, a alimentação, organizamos o sistema metabólico, organizamos o sistema neurofuncional. A visão da medicina chinesa é um conjunto de fatores, e dentre eles, mudança de hábitos. Não adianta pensar que tratar um paciente é usar uma medicação para uma determinada situação. Por exemplo, no caso da insônia, não é oferecer calmante somente, é entender o motivo pelo qual aquele paciente não dorme.

C24H: E como acontece esse tratamento? Quais as etapas? Quanto tempo dura o tratamento?


Dr. Andressa: São 3 fases: Avaliação, Intervenção e Supervisão até a alta terapêutica. Na fase da Avaliação, o profissional especialista pergunta tudo sobre a vida daquele paciente, e às vezes pede para que pessoas relacionadas a esse paciente( família, relações de trabalho) estejam nessa consulta ou em consultas posteriores. Eu, particularmente, uso muito vídeo e fotos dessas realidades para entender essas relações emocionais. Com isso, faremos uma anamnese, iremos contactar os profissionais que também tratam daquele paciente, pediremos exames complementares, avaliações de outros profissionais dependendo do caso, e assim, monto o dossiê deste paciente, e a partir disso é criado o plano terapêutico.

O plano terapêutico é o direcionamento do tratamento dele, é  o processo de intervenção, que pode ser medicamentosa e terapêutica (na visão ocidental ou na da Medicina Chinesa, depende do paciente). A fase da Intervenção parte de um processo dedutivo: começa do geral e vai afunilando à medida que o paciente for apresentando melhoras e evolução, e ai vai se eliminando as terapias. A alta dentro da Medicina Chinesa é a busca por autonomia, um outro diferencial: o paciente poder se conhecer, viver com a sua patologia mas poder se autorregular. É a busca por autoconscientização.

Na Supervisão: periodicamente reavaliamos os efeitos destas terapias e a evolução do paciente (geralmente a cada 3 meses).

O tempo  até a alta é muito relativo, alguns pacientes têm perspectiva de alta mais rápida, alguns 3 meses outros demoram 3 anos. Principalmente quando se trata de um paciente que vem de medicação controlada há muito tempo. Tem que desintoxicar as alergias, os processos alimentares, o desmame das medicações controladas. Detox de vícios de hábitos, às vezes o paciente não dorme pois é viciado em tela, ficar no celular, então há todo um processo de detox.

E a terceira etapa, que é o processo de alta, que leva em média de seis meses a um ano em alta supervisionada, até a alta final.

C24H: A Sra fala em AUTOCONHECIMENTO, na resposta anterior.  E como funciona esse processo de autoconhecimento para uma criança?

Dr. Andressa: Isso depende da idade da criança. Um bebê por exemplo a busca de autoconhecimento é pela maternidade, pelo vínculo afetivo com a mãe e pelas relações sensoriais, a  própria mãe é orientada no tratamento, a descobrir como aquele bebê pode se regular melhor. É uma busca de autonomia: tiro meu bebê de dormir sendo balançado para poder dormir com algumas massagens, por exemplo...

Já quando a criança ganha uma certa independência, de fala e aceitação de comandos esse autoconhecimento acontece através da busca pela autonomia, se perguntar o que esta criança quer, o que ela gosta e o que pode fazer. E fazê-la entender os horários, condicionar à rotina e regras. Isso tudo  é passado como uma receita mesmo, os hábitos são medicações na MTC – medicina tradicional chinesa, e através desses hábitos se atingem metas: a medicação será esse protocolo e pede-se que isso se mantenha nos mesmos horários para que o relógio biológico condicione aquela criança. É o que chamo condicionamento iniciado, quando os hábitos são tão levados a sério, que se tornam condicionados e o cérebro adapta este processo de forma natural.

Adolescentes e adultos já tem o processo de autonomia e da busca do autoconhecimento parte de abrir o processo de identidade, se questionar os motivos que levam aquele indivíduo a ser daquele jeito e o motivo pelo qual ele deseja ser como é.

C24H: E quais tipos de técnicas são utilizadas no tratamento?

Dr. Andressa: Na visão da medicina chinesa temos os “caminhos” ... eu prefiro chamar assim !!!, que podemos seguir. Um deles são as medicações naturais baseadas nas fitoterapias( terapia com base em plantas) e que trazem resultados muito satisfatórios, apesar de termos uma liberação mais demorada desta medicação, pois os efeitos não são imediatos, mas  temos como vantagem que estas não são agressivas ao organismo e não tem contraindicação.

Então optamos pela naturopatia: os chás, os fitoterápicos os Florais de Bach ou Californianos.

Uma outra técnica é o processo de organização metabólica, a dietoterapia, as vezes preciso do auxílio de uma nutricionista, e às vezes as dietas são de hábitos. É um processo no qual o paciente resiste muito no inicio pois passa pela autoregulação, abstinência (abre mão do que ele acha que lhe dá prazer) e quadros de irritabilidade. Esse tratamento se baseia em entender que outras coisas podem te dar um prazer maior ou igual a esta coisa que está te fazendo mal, mas que você adquiriu o hábito, o “vício”. Também utilizamos acupuntura, que serve para todas as idades, agulhamento, cristais, inox, eletroacupuntura ou estimulação manual (especialmente com bebês), laser e etc. A Acupuntura é muito usada para regular e estabilizar o paciente que está em quadro de crise pois, tem um resultado bem imediato.

Outra técnica que foi a que eu desenvolvi é a indução compartilhada. Eu ensino um recurso, uma técnica, seja de toque ou de respiração, para sempre proceder em casos de crise. Disso eu peço para que esta técnica seja trabalhada e reforçada em todos os ambientes de seu convívio, para os pais etc, pessoas próximas, escola, etc. Por exemplo, há pacientes autistas que regulam, estabilizam com o toque, e ai associo à pontos de acupuntura para estabilização, ensino a família para que possa ser utilizado fora do consultório. É um estímulo que não se esgota no consultório. E esse estímulo vai se repetir e virar um hábito para o meio do paciente Pois quando eu passar na vida desse paciente enquanto terapeuta, ele vai continuar a ter essa regulação.  Quando acabar a terapia, ele ainda vai ter esse agente regulador o que garante autonomia e autocontrole.

C24H: Existe algum tipo de restrição ao tratamento?

Dr. Andressa: Em relação à acupuntura eu não atendo grávidas pois existem pontos de pressão que podem induzir processos abortivos, também evito fazer acupuntura em pacientes com diabetes pela questão da cicatrização mais complicada e pacientes com trombose por temer liberar um trombo. Na terapia floral eu apenas peço autorização aos médicos especialistas que acompanham os pacientes em caso de diabetes ou hipertensão. As restrições vem apenas de questões médicas do paciente. Não há restrição de idade.

Existem muitas críticas contra o uso de medicamentos controlados, a chamada alopatia e uma busca recente por terapias alternativas complementares. Fale um pouco de sua visão sobre isso.

Tem crescido a busca por essas alternativas menos agressivas, contudo, enquanto especialista da Medicina Chinesa, eu estaria entrando em contradição se olhasse meu paciente por um único viés. Não posso ser imatura profissionalmente ao ponto de dizer que só a Medicina Chinesa dará conta de determinada patologia. Há casos em que a gente necessita e muito dos alopáticos, e da Medicina Ocidental. Por exemplo um paciente que tem quadro de convulsão deve continuar com seu anticonvulsivante. Os médicos alopatas que cuidam do nossos pacientes são de muita importância para o nosso paciente. É necessário o que chamo de uma “humildade clínica” para perceber que, se minha atuação não é a mais importante para aquele paciente, admitir isso. É um diferencial na visão de quem trabalha com Medicina Chinesa e que exerce a profissão com amor e ética.

CLÍNICA CCRIAMSA
Rua dos Goytacazes, 991 – IPS
Tel: 22 3052-0960 / 99955-4505

email: neuropsiandressaamaral@gmail.com
site: www.criamsa.com.br 

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