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TANV – Transtorno de aprendizagem não verbal

Crianças que leem mas não interpretam, dificuldades em aritmética, habilidades visuoespaciais, sensoriais e sociais, podem ser portadoras de TANV

11/04/2017 14h25 | Foto: Divulgação

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Por: Andressa Amaral
É muito comum, quando falamos em dificuldades e transtornos de aprendizagem, olharmos crianças que possuem dificuldades no processo de leitura e interpretação como disléxicas, ou ainda as que possuem inabilidades visuoespaciais ou de aritmética, associarmos à discalculia, ou ainda ao Transtorno do Espetro Autista, quando estas inabilidades estão também compreendidas de comprometimentos sensoriais e nas relações sociais.

Ocorre que no meio destas circunstâncias há um transtorno específico de aprendizagem, ainda pouco falado, contudo, bastante comum, que é o Transtorno de Aprendizagem Não-Verbal, que caracteriza-se por uma alteração específica do sistema nervoso e que traz grandes prejuízos ao raciocínio matemático, à cognição visuoespacial, coordenação motora, perpecpção sensorial e nas habilidades sociais.


É preciso ter muito cuidado para que crianças não sejam diagnosticadas com dislexia, ou ainda discalculia, e até mesmo TDAH ou no Espectro Autista, quando na verdade estão no quadro de TANV – Transtorno de Aprendizagem Não-Verbal.  Em casos de TANV, as habilidades verbais são preservadas, esses pacientes geralmente conseguem decodificar palavras, elaboram o processo de leitura, mas esbarram na inabilidade de interpretação, associadas a comprometimentos sensoriais, motores e de ordem social, o que faz com que se tenha o diagnóstico diferencial neste transtorno.

Contudo, é importante observar que por ser um transtorno de característica não-verbal, o fato de o paciente ter habilidades verbais preservadas, estas, por vezes, são compensatórias no processo, e muitos acabam sendo vistos como pacientes com Déficit de Atenção, dentre outros quadros de dificuldades de aprendizagem.

Estudos mostram que pacientes com TANV, geralmente apresentam  alterações na substância branca nas conexões córtico-corticais do hemisfério direito, relacionadas ao comprometimento de funções implicadas no transtorno. Porém, o diagnóstico é essencialmente clínico, identificado pela

presença de uma série de critérios, dentre eles, a discrepância de habilidades verbais e não-verbais, levando por vezes, pacientes que leem com fluência, apresentarem graves comprometimentos motores, de interpretação, de caráter visuoespacial e ainda nas relações sociais.  Outra característica marcante nestes pacientes são as dificuldades em se adaptarem a novas rotinas, o que causa certa instabilidade no estado de humor destes indivíduos, além de os mesmos apresentarem forte tendência a quadros de ansiedade e até mesmo pânico mediante novas situações.

A grande preocupação, é em relação ao diagnóstico e tratamento destes pacientes, que deve seguir um plano de trabalho específico, diferente por exemplo, de pacientes disléxicos ou TDAH, onde o comprometimento ocorre em outra área cerebral.  Pacientes com TANV, geralmente preservam as áreas de memória operacional, diferentes de pacientes disléxicos e TDAH.  Por isso, é fundamental que se consiga um diagnóstico adequado para um prognóstico eficaz.

Há casos também, que crianças no Espectro Autista, trazem como comorbidade o TANV – Transtorno de Aprendizagem Não-Verbal e que por vezes, e visto como TDAH – Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade ou ainda como características ao espectro autista, o que acarreta numa linha de tratamento equivocada.  Para estes pacientes portadores de autismo em comorbidade com TANV, determinados métodos terapêuticos não são eficazes em função do transtorno comórbido. E em erro, muitos terapeutas e familiares são levados ao entendimento que o método não foi bem aplicado, ou que é um método ruim, quando na verdade, este não pode ser aplicado naquela situação.

Por tais razões é imprescindível o diagnóstico correto deste transtorno, que é clínico, e deve ser permeado por um processo minucioso de avaliação que compreende: exames clínicos, avaliação qualitativa, avaliação neuropsicológica e psicopedagógica, de modo que, em consonância com a anamnese, o profissional consiga reunir informações e critérios paramétricos e qualitativos, que o permite chegar ao diagnóstico e consequentemente, traçar um plano terapêutico direcionado à estes pacientes, que necessitam de adaptações terapêuticas e educacionais específicas para que se desenvolvam.

Aguardo sugestões, perguntas, dúvidas, é sempre um prazer responder a todos os leitores.  

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