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PDT confirma candidatura de Ciro Gomes à Presidência

Ex-governador do Ceará foi escolhido por aclamação em convenção do partido nesta sexta, em Brasília.

20/07/2018, 14h31, Foto: Divulgação

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O PDT confirmou nesta sexta-feira (20) o ex-governador do Ceará Ciro Gomes como candidato à Presidência da República pela legenda durante a convenção nacional do partido, em Brasília. O nome de Ciro foi eleito por aclamação dos filiados que participaram do evento.

Em seu primeiro discurso como candidato, Ciro Gomes disse que o Brasil é um país “grande e com recursos” para “oferecer uma vida feliz ao povo”. “O que está faltando é coesão, debate franco sobre o Brasil que queremos”, declarou.


Ciro Gomes citou os altos índices de desempregados e de brasileiros que trabalham na informalidade e disse que, se eleito, investirá na geração de empregos e renda.
“[Precisamos] acabar com a vergonha da extrema pobreza, avançar na educação e em uma saúde que atenda a mínima dignidade do povo, apostar na diversidade, e investir na ciência e na tecnologia”, disse o pedetista, enumerando as prioridades caso se torne presidente do país.

O candidato afirmou que é necessário acabar com “a cultura de ódio” no país. “Acabar com essa ideia de brasileiro contra brasileiro se ferindo pela internet”, disse.

O político declarou que precisará de todos os segmentos da sociedade, “porque ninguém é dono da verdade”. “Apesar de alguns quererem tratar [isso] com frases de efeito”, afirmou.

Durante o discurso, Ciro afirmou ainda, sem citar exemplos, que vai "perseguir" e "encerrar" cada privilégio.

"Vou olhar com uma lupa cada conta, cada privilégio. Comigo privilégio vai ser perseguido e encerrado, seja de quem for. Poderosos, como se acham que são, cada privilégio será trazido à denúncia pública", disse o candidato.

Corrupção e economia

O ex-governador do Ceará também defendeu o combate à corrupção, que chamou de “câncer a crença do povo na política”.
Sobre economia, Ciro disse que, a “pretexto de austeridade fiscal”, “essa gente quebrou o país”, sem especificar a quais governos estava se referindo. “O Brasil nunca esteve tão fragilizado nas contas públicas”, declarou.

Ciro citou números das contas públicas e fez críticas ao que se deve ao “baronato”. Mas, ressaltou: “Não cabe aventura, ruptura, nem desrespeito aos contratos”.
O candidato defendeu um novo “projeto nacional de desenvolvimento” com apoio à indústria e ao comércio nacionais, que, na avaliação dele, estão “sofrendo”.
“Será que dá para pagar celular moderno, química fina, maquinário e equipamentos com minério de ferro bruto, soja em grãos, e petróleo bruto? Não. Essa conta não fecha e, por isso, o Brasil quebra”, afirmou.
“O Brasil é o país que mais destrói as próprias indústrias no capitalismo mundial”, acrescentou.

Segurança pública e saúde

O pedetista também defendeu maior participação da União na segurança pública, além do direcionamento das polícias federais para o combate a organizações criminosas violentas.
Ciro afirmou ainda que investirá em inteligência para a prevenção de homicídios e controle das fronteiras.
Sobre saúde, o candidato declarou que é preciso reduzir a espera pelos atendimentos ambulatoriais.

Educação

O pedetista também disse que pretende investir na educação pública que, possivelmente, será a maior prioridade se for eleito.
“Educação de qualidade é a única saída para uma nação se emancipar”, opinou.
Em relação ao setor, Ciro disse que dará continuidade à política de cotas para fazer “justiça” com os "discriminados" da sociedade brasileira.

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